Espaço reservado para foto de perfil de Jéssica Barbosa
Ainda criança, eu já me aproximava das crianças menores que encontravam dificuldades para aprender.
Eu queria entender por que algumas coisas que pareciam simples para umas eram tão difíceis para outras.
Passava tempo tentando diferentes maneiras de explicar, observar e ajudar até encontrar um caminho que funcionasse para aquela criança.
O Magistério e a Construção da Prática
Foi no Curso Normal — Magistério que comecei a transformar esse interesse em profissão.
E, naquele período, também descobri que eu mesma precisava aprender muitas coisas para conseguir exercer esse trabalho da forma que desejava.
Trabalhar em equipe, compreender os limites e as funções de cada profissional e encontrar maneiras de participar sem querer resolver tudo à minha maneira foram desafios importantes para mim.
Os trabalhos manuais também não eram fáceis. Em vez de esconder essas dificuldades, procurei os pedagogos e supervisores do curso, pedi orientação e fui encontrando estratégias para lidar com aquilo que ainda precisava desenvolver.
Foi uma das primeiras experiências em que percebi, na prática, que pedir ajuda, observar, experimentar e aprender também fazem parte de ensinar.
A Transformação do Olhar
Foi aí que meu olhar começou a mudar. Ao longo da minha trajetória, fui percecendo que ensinar não é apenas transmitir um conteúdo. É observar, fazer perguntas, experimentar estratégias, analisar o que acontece e tentar compreender o que existe por trás de uma dificuldade.
Minha formação também foi acompanhando essas perguntas. Além da Pedagogia e da formação em Psicopedagogia, busquei diferentes estudos nas áreas de educação inclusiva, neuroeducação, educação infantil, psicomotricidade, desenvolvimento e teorias da aprendizagem, além de formações relacionadas à prática pedagógica e à compreensão das diferentes formas de aprender.
Também tive contato com estudos de Psicologia e teorias da aprendizagem, cursos de formação pelo MEC/AVAMEC e participações em congressos e eventos de atualização profissional.
Minha experiência profissional foi mostrando que não existe uma única maneira de ensinar, aprender, se comunicar ou realizar uma tarefa. E quanto mais eu estudava, mais percebia que uma dificuldade precisa ser compreendida dentro da história e da realidade de quem a apresenta.
Uma Trajetória Construída Dentro da Educação
Minha experiência profissional passou por diferentes contextos educacionais e diferentes fases da vida. Atuei na Educação Infantil, participei de experiências voltadas à Primeira Infância, trabalhei com acompanhamento e apoio educacional, com educação especial e inclusão escolar e, posteriormente, como professora da rede pública de ensino.
Cada uma dessas experiências me colocou diante de perguntas diferentes:
- • Por que determinada criança não acompanha uma atividade que os colegas realizam com facilidade?
- • O que existe por trás de uma dificuldade persistente de leitura ou escrita?
- • Por que algumas estratégias funcionam para uma pessoa e não para outra?
- • Como determinadas características interferem na organização, na atenção, na comunicação ou na realização de uma tarefa?
Essas perguntas foram acompanhando minha prática e, com o tempo, encontraram na Psicopedagogia um campo de investigação que fazia sentido para tudo aquilo que eu já buscava compreender.
Credenciais & Formação
Trajetória acadêmica e especializações continuadas
- Psicopedagogia Pós-Graduação
Especialização e atuação clínica e institucional
- Pedagogia Graduação
Licenciatura com sólida fundamentação pedagógica
- Curso Normal — Magistério Formação Básica
Formação inicial de docentes e vivência prática
“Cada formação acrescentou uma nova lente para observar aquilo que já fazia parte da minha prática: entender a pessoa antes de definir o que ela precisa.”
Psicopedagogia: Quando a Experiência Encontra a Investigação
Hoje, como Psicopedagoga e Pedagoga, meu trabalho reúne experiência educacional, formação continuada e investigação psicopedagógica.
A avaliação psicopedagógica permite olhar para habilidades, dificuldades, estratégias e características que podem estar relacionadas à forma como uma pessoa realiza determinadas tarefas.
Dependendo da situação, podem ser investigados aspectos como atenção, memória, organização, planejamento, raciocínio, leitura, escrita, compreensão e outras habilidades relacionadas às demandas apresentadas.
Esse processo não significa procurar um rótulo ou reduzir uma pessoa à sua dificuldade. Significa reunir informações para compreender melhor o que está acontecendo.
Por isso, não quero olhar apenas para aquilo que uma pessoa não consegue fazer. Quero entender como ela realiza uma tarefa, onde encontra dificuldades, quais estratégias utiliza, o que já funciona e o que pode ser construído a partir daí.
Para mim, Psicopedagogia...
- ✓ Não é encaixar pessoas em respostas prontas.
- ✓ É compreender pessoas para encontrar respostas que façam sentido para elas.
- ✓ É investigar antes de concluir.
- ✓ É observar além da queixa.
- ✓ É reconhecer dificuldades sem ignorar habilidades.
- ✓ É transformar informações em compreensão e compreensão em possibilidades de intervenção.
- ✓ É também reconhecer quando uma questão precisa da contribuição de outros profissionais.
Porque cada pessoa chega com uma história diferente. E é essa história que dá sentido ao que estamos investigando.
Vamos investigar juntos?
Se você chegou até aqui porque está tentando compreender uma dificuldade sua, de uma criança, de um adolescente ou de alguém da sua família, talvez o primeiro passo não seja buscar uma resposta pronta. Talvez seja começar pela pergunta certa.