• Uma criança pode parecer desatenta quando, na verdade, está encontrando dificuldades para acompanhar uma tarefa.
• Um adolescente pode conhecer o conteúdo, mas não conseguir organizar seus estudos.
• Um adulto pode perceber que sua cabeça está sempre cheia e que coisas simples estão exigindo esforço demais.
• Um idoso pode notar mudanças que antes não estavam ali.
É nesse espaço entre o “não consigo” e o “por quê?” que a Psicopedagogia pode ajudar.
O que fazemos na Psicopedagogia?
Investigamos como a pessoa funciona diante das tarefas que fazem parte da sua vida.
Observamos atenção, memória, organização, planejamento, raciocínio, leitura, escrita, estratégias utilizadas e outras habilidades que podem estar facilitando ou dificultando seu desempenho.
Avaliar é diferente de simplesmente conversar
Quando uma avaliação psicopedagógica é indicada, utilizamos observação, entrevistas, atividades e instrumentos adequados àquilo que queremos investigar.
O objetivo não é encontrar defeitos. É reunir informações para entender onde estão as dificuldades, quais habilidades estão preservadas, quais estratégias já funcionam e onde podemos construir novos caminhos.
E, quando necessário, essa compreensão também pode contribuir para o diálogo com outros profissionais que acompanham a pessoa.
E depois da avaliação?
Nem sempre a pessoa precisa de acompanhamento. Às vezes, uma orientação já ajuda a organizar os próximos passos.
Em outras situações, existe uma habilidade ou demanda específica que precisa ser trabalhada. É aí que entram as intervenções psicopedagógicas.
E também existem pessoas que já chegam com uma avaliação ou indicação de outro profissional e precisam de um trabalho direcionado. Cada situação pede uma resposta diferente.
Psicopedagogia não tem idade
Crianças, adolescentes, adultos e idosos podem encontrar dificuldades em diferentes momentos da vida — e também podem desenvolver novas estratégias, descobrir outras possibilidades e continuar aprendendo.
O meu trabalho é olhar para essa pessoa sem reduzir sua história à dificuldade que trouxe até aqui. Porque antes de perguntar “o que ela não consegue fazer?”, eu quero entender:
- O que está acontecendo?
- O que ela já consegue fazer?
- O que está dificultando esse caminho?
- E o que podemos fazer a partir disso?
Hoje, a Psicopedagogia reúne tudo isso. Ela me permite unir o olhar de quem conhece a Educação por dentro com a necessidade de investigar cada situação de maneira individualizada.
Por isso, não quero olhar apenas para aquilo que uma pessoa não consegue fazer. Quero entender como ela realiza uma tarefa, onde encontra dificuldades, quais estratégias utiliza, o que já funciona e o que pode ser construído a partir daí.
Meu trabalho começa entendendo quem é você e o que você procura. A partir da escuta ativa, da investigação, de testagens e práticas psicopedagógicas realizadas de acordo com as normas profissionais e a legislação aplicável, reúno informações para compreender as queixas, as habilidades e as barreiras presentes em cada situação. A partir dessa compreensão, buscamos caminhos possíveis para superar dificuldades, desenvolver estratégias e favorecer novas possibilidades.
“Porque, para mim, Psicopedagogia não é encaixar pessoas em respostas prontas. É compreender pessoas para encontrar respostas que façam sentido para elas.”— Jéssica Barbosa